Certamente, vos recordareis de eu ter achado um velho caderno com notícias dos idos de vinte. Podereis considerar inverosímeis aquelas que preencheram as primeiras páginas dos jornais do findar de anos que nunca existiram, mas acreditai no que vos digo.Na cartinha deste último dia de 2044, vos deixo com inacreditáveis notícias publicadas nesses já distantes anos:
“Um menino de três anos de idade morreu após ser enterrado vivo, no município de Turiaçu, no norte do Maranhão. Os principais suspeitos do crime são os próprios irmãos da criança, de 12 e 14 anos de idade”.
“Jornalista é morto a pauladas em chácara de Abadia de Goiás”.
“Passou mais de 30 anos vivendo presa em apartamentos, em condições análogas à escravidão desde os 8 anos, quando foi adotada por uma professora”.
“Pegou um pedaço de concreto e golpeou a vítima diversas vezes na cabeça. O homem foi socorrido em estado grave no Hospital Regional do Gama”.
“Em manifestação de intolerância e fundamentalismo religioso, fanáticos depredaram estátuas de orixás”.
“Mulher grávida morre após ser baleada em tentativa de assalto”.
“Cachorro morre após ser agredido com barra de ferro. O crime aconteceu em um condomínio localizado de Águas Claras. O agressor estava acompanhado de uma mulher e uma criança”.
“Pastor evangélico foi condenado por abusos”. Tribunal deu como provado que o homem de 58 anos apalpou e beijou duas menores, de 13 e 15 anos, no final dos cultos e durante festas familiares para as quais era convidado”.
"Praias ficam lotadas e há lojas e bares abertos, e até rave clandestina” (em tempo de pandemia).
“Pelo menos 18 idosos, residentes de um asilo na Antuérpia, morreram de Covid-19, após a visita de um Papai Noel infectado com a doença. Durante a visita, muitos idosos não usavam máscara e não respeitavam o distanciamento social”.
“Por não aceitar namoro, homem dá marretadas em ex-enteada. A agressão aconteceu por causa de um namoro que não era aceito pelo ex-padrasto”.
Eu poderia preencher muitas cartinhas com notícias deste tipo, mas vos pouparei à leitura de um cortejo de horrores, de crimes contra a Humanidade cometidos nesse desumanizado tempo. Este resumo já vos dará uma ideia do quanto seria preciso esperançar e agir.
Naquele tempo, eu me alimentava da esperança contida em mensagens como a que recebi da Ilana:
“Se vai refazendo em meu coração a clareza de que o trilho é de muita beleza e de intensa luta, por vezes, dolorosa.
Sou muito grata por este ano, que vai fechando para sempre suas portas, levando em si e consigo tantas vidas e tantos sonhos; de um mundo que necessita ser quase todo desfeito, para poder ser refeito de outro modo.
Não acredito em um mundo melhor. Sei de um mundo melhor, porque ele já é em meu coração. Que 2025 seja belo, feito de Paz e Amor.”
Queridos netos, vigiai e orai, para que a barbárie não mais regresse. 2025 foi para vós (e para a Humanidade) um ano benfazejo. Para que o fosse, algo aconteceu, há vinte anos, e que vos irei contar em próximas cartinhas – prodígios de humanização operados por educadores como a Zizi, a Tina, o Luís, a Maria, o Mauro, a Valéria, a Fabi, o João, o Conrado, o Delzymar, o Cristiano, o Bruno, o Antônio, o Guga, a Cláudia, a Edilene, o Leo, a Helke, a Bruna, a Francis, o Gabriel, a Ana, a Cris, o André, o Isaac, o Rogério, a Janaína, o Luciano, a Ângela, a Gabriela, a Paula, a Caetana, o Alfredo, o Helder, a Rosângela, a Magda, a Cecília, o Wilson, a Aline, a Regina, a Patrícia, o Pedro, o Luca, a Alice, o Anderson, a Carol, a Daniela, o Fósforo, a Helô, a Ilka, a Ingrid, o Manuel, o Marcos, a Clarice, o Alex...
“Um menino de três anos de idade morreu após ser enterrado vivo, no município de Turiaçu, no norte do Maranhão. Os principais suspeitos do crime são os próprios irmãos da criança, de 12 e 14 anos de idade”.
“Jornalista é morto a pauladas em chácara de Abadia de Goiás”.
“Passou mais de 30 anos vivendo presa em apartamentos, em condições análogas à escravidão desde os 8 anos, quando foi adotada por uma professora”.
“Pegou um pedaço de concreto e golpeou a vítima diversas vezes na cabeça. O homem foi socorrido em estado grave no Hospital Regional do Gama”.
“Em manifestação de intolerância e fundamentalismo religioso, fanáticos depredaram estátuas de orixás”.
“Mulher grávida morre após ser baleada em tentativa de assalto”.
“Cachorro morre após ser agredido com barra de ferro. O crime aconteceu em um condomínio localizado de Águas Claras. O agressor estava acompanhado de uma mulher e uma criança”.
“Pastor evangélico foi condenado por abusos”. Tribunal deu como provado que o homem de 58 anos apalpou e beijou duas menores, de 13 e 15 anos, no final dos cultos e durante festas familiares para as quais era convidado”.
"Praias ficam lotadas e há lojas e bares abertos, e até rave clandestina” (em tempo de pandemia).
“Pelo menos 18 idosos, residentes de um asilo na Antuérpia, morreram de Covid-19, após a visita de um Papai Noel infectado com a doença. Durante a visita, muitos idosos não usavam máscara e não respeitavam o distanciamento social”.
“Por não aceitar namoro, homem dá marretadas em ex-enteada. A agressão aconteceu por causa de um namoro que não era aceito pelo ex-padrasto”.
Eu poderia preencher muitas cartinhas com notícias deste tipo, mas vos pouparei à leitura de um cortejo de horrores, de crimes contra a Humanidade cometidos nesse desumanizado tempo. Este resumo já vos dará uma ideia do quanto seria preciso esperançar e agir.
Naquele tempo, eu me alimentava da esperança contida em mensagens como a que recebi da Ilana:
“Se vai refazendo em meu coração a clareza de que o trilho é de muita beleza e de intensa luta, por vezes, dolorosa.
Sou muito grata por este ano, que vai fechando para sempre suas portas, levando em si e consigo tantas vidas e tantos sonhos; de um mundo que necessita ser quase todo desfeito, para poder ser refeito de outro modo.
Não acredito em um mundo melhor. Sei de um mundo melhor, porque ele já é em meu coração. Que 2025 seja belo, feito de Paz e Amor.”
Queridos netos, vigiai e orai, para que a barbárie não mais regresse. 2025 foi para vós (e para a Humanidade) um ano benfazejo. Para que o fosse, algo aconteceu, há vinte anos, e que vos irei contar em próximas cartinhas – prodígios de humanização operados por educadores como a Zizi, a Tina, o Luís, a Maria, o Mauro, a Valéria, a Fabi, o João, o Conrado, o Delzymar, o Cristiano, o Bruno, o Antônio, o Guga, a Cláudia, a Edilene, o Leo, a Helke, a Bruna, a Francis, o Gabriel, a Ana, a Cris, o André, o Isaac, o Rogério, a Janaína, o Luciano, a Ângela, a Gabriela, a Paula, a Caetana, o Alfredo, o Helder, a Rosângela, a Magda, a Cecília, o Wilson, a Aline, a Regina, a Patrícia, o Pedro, o Luca, a Alice, o Anderson, a Carol, a Daniela, o Fósforo, a Helô, a Ilka, a Ingrid, o Manuel, o Marcos, a Clarice, o Alex...
