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Mostrando postagens com o rótulo Educação Integral

INSCRIÇÕES ABERTAS - Programa Alfabetização 45D para Portugal

O   Programa  Alfabetização 45D  - Portugal ,  é uma abordagem plurimetodológica, sistematizada pelo Instituto Identità, com a Profª Estela Giordani, em parceria com a Rede de Comunidades de Aprendizagem, com o Prof. José Pacheco e a Profª Tina Carvalho. 💭 Por que consegue alfabetizar em 45 dias? Porque usa a lógica de fazer o simples essencial (Meneghetti, 2019) - seguindo a regra de Pareto, fazer aqueles 20% que rendem 80% dos resultados, ou seja, fazer aquele mínimo que dá o máximo - o simples essencial, aquele intus (dentro) que determina aquelas precisas fenomenologias externas. De maneira segura, alfabetiza em 45 dias, construindo uma racionalidade integrada e conexa com a realidade da vida. Trata-se de uma abordagem que organiza de forma simples o essencial, por meio de um passo a passo, levando em consideração os diversos níveis de construções das crianças (individual e coletivo). Como funciona? Formação Prática e Certificada  -  Formações 100% ...

Nascentes de Luz, 24 de dezembro de 2043

Nunca agradeci o bastante por a minha amiga Andreia me ter levado até à “Nascentes de Luz”, um lugar onde o Natal acontece todos os dias. Senti-me em família, numa época em que, voluntariamente exilado no Sul, toda a minha família estava no Norte.  Pelo WhatsApp, acompanhava os preparativos da “Consoada”. O Natal de vinte e três todos reuniria numa “Festa da Família”, na casa da Luísa. A dez mil quilómetros de distância, com eles conversei, nesse Natal brasileiro celebrado na casa da Mariana. Dias antes, recebera um texto da minha amiga Maria do Céu Roldão, retrato fiel dos natais do Norte e do Sul. Aqui vo-lo deixo, com votos de um Natal de Paz.  “O cowboy da meia-noite. O homem estava caído de lado, imóvel, no chão do centro comercial. A perna dobrada vestia uns jeans coçados. Nos pés uns ténis modestos. Em volta, uns quantos funcionários afadigavam-se relativamente – entre olhar com ar entendido e usar os telemóveis para pedir socorro.  Nós, os clientes apressados, det...

Barra do Garças, 21 de dezembro de 2043

Netos queridos, nesta cartinha, completo as referências à Carta de Princípios dos Românticos Conspiradores. Nos idos de vinte e três, a dei a conhecer aqueles educadores que manifestaram a intenção de fazer de 2024 o ano da “virada educacional”. Eu sei que esta expressão vos poderá parecer estranha, mas o “brasileirismo” descrevia na perfeição aquilo que, no ano seguinte, aconteceria. Há um quarto de século (como o tempo passa!), os RC juntavam uma adenda ao documento, que venho citando: “Esta carta é produto do trabalho coletivo dos membros do núcleo RC-SP, realizado através de fórum virtual de discussões e reuniões presenciais durante os meses de agosto, setembro e outubro de 2008 e aprovada em assembleia, no dia 18/10/2008.  O processo de construção da carta está relatado em "Histórico do Núcleo RC-SP", aqui . A versão desta carta com as assinaturas de adesão pode ser consultada em: http://rcsp.wikidot.com/carta-de-principios .” Não sei se ainda podereis encontrar o docume...

Ipê, 20 de dezembro de 2043

Na senda de educadores que os antecederam os Românticos Conspiradores (nunca será demais os referir), eram exemplos de coerência, generosidade e amor pela infância. Afirmavam que “assim como cada ser humano possui diferentes limites, possui também diversas potencialidades que poderão, ou não, ser desenvolvidas e expressas a partir das formações e transformações que ocorrem durante toda a vida.” E davam o mote das transformações:  “Para isso a educação deve ser um processo intencional , contínuo e transformador , que leve a integralidade e que repercuta durante toda a vida.” Antecipavam em vinte anos aquilo que viria ser entretenimento de teóricos ociosos, como: transdisciplinaridade e educação integral. E o faziam numa práxis consistente: “A educação integral é vista aqui como aquela que considera as diversas dimensões da experiência humana: sensorial, cognitiva, emocional, moral, ética, política, cultural, estética, artística etc.” Vos deixo com mais alguns passos da sua Carta d...

São Paulo, 19 de dezembro de 2043

Pois é! Melhor dizendo: melhor era! Ciclópica tarefa estava nos reservada. Para não continuar a tolerar o intolerável, como diria o dito popular, deveríamos “mudar a roda com o carro em andamento”.  Para refundar um sedimentado e nefasto sistema, urgia mudar regras. Para que, efetiva e finalmente, acontecesse mudança, inovação, os novos rumos seriam definidos segundo uma matriz axiológica humanizadora.  Foi isso que as ARCAs fizeram. Atualizaram uma “Carta de Princípios de Acção”, na esteira da geração dos Românticos Conspiradores da primeira década deste século. Na sua origem estava um textinho que o vosso avô publicara no jornal Folha de São Paulo, em novembro de dois mil e cinco: “As Escolas Invisíveis”. Começava assim: “É preciso afirmar que há, no Brasil, muitos professores que dão sentido às suas vidas, dando sentido à vida das crianças e das escolas. Sinto-me um privilegiado por, após três décadas de trabalho numa escola que ousou provar que a utopia é realizável, enco...

Caldas da Rainha, 17 de dezembro de 2043

Criadas as “coordenações das primeiras ARCAs, o passo seguinte seria o da definição da matriz axiológica e a elaboração de uma Carta de Princípios. Entretanto, seria necessário reativar Grupos de Trabalho “adormecidos”.  Para contribuir para a redação da matriz e da Carta, partilhei com as coordenações das ARCAs alguns escritos. E, pouco antes do Natal de vinte e três, chamei a atenção dos GT para a necessidade de elaborar os relatórios dos primeiros 180 dias, bem como realizar, com caráter de urgência, uma reunião. Foi-me dito que os participantes dos GT estavam ocupados com “papelada”, com as “formaturas” e as “avaliações”. As “avaliações” não eram avaliações, eram rituais absurdos, decorrentes de um absurdo maior – o de confundir avaliação com classificação – e “dar nota”. Cadê a avaliação formativa, contínua e sistemática? Quanto à “papelada” e outras burocráticas quanto inúteis tarefas, eram não poderiam ser pretexto para não reativar o funcionamento dos grupos de trabalho. Eu...

Juazeiro do Norte, 15 de dezembro de 2043

Do outro lado do oceano, chegava o relato de um breve busquejo de significados. Tínhamos debatido conceitos – como o de “educação integral” – e fazia sentido que o revíssemos a partir do chão de escola, dado que era habitual a sua abordagem por teoricistas.  O amigo António, companheiro de muitos anos de projetos, assim dizia: ”Bom dia, Carísim@s Pois é, aqui estou eu de novo. Como vos disse, não estava totalmente convencido com a parte final da minha última proposta. Já encontrei o motivo e explicarei o meu processo de reflexão. Fui pesquisar, mais aprofundadamente, o conceito de Educação Humanizada e o de Educação Integral. Descobri que está muito em voga no Brasil, com muita mistura de aceções, algumas delas impregnadas de “cobertura” cremosa do paradigma da instrução, como se esse “ chantilly ” de sobrevivência salvasse a face de um sistema que tenta de tudo para se manter; incorpora vários contributos estrangeiros, nomeadamente das concessões de humanized Learning e da...

Ilha Bela, 12 de dezembro de 2043

Foi por volta dos idos de vinte que as redes de comunidades de aprendizagem foram surgindo. Eram ensaios de novas construções sociais, caraterizados pela prática de uma efetiva educação integral. Eram projetos de humanização, que a todos garantiriam o direito à educação. Talvez fossem a Escola Pública sonhada por Anísio, o espírito e a letra de Lauro e de outros insignes educadores: “Quando a comunidade se constitui como parte atuante da escola, com voz e participação na construção coletiva do projeto político-pedagógico, surge o sentido de pertencimento. Isto é: a escola passa a pertencer à comunidade, que, por sua vez, passa a zelar com mais cuidado por seu patrimônio.” Sentindo-se como um nodo de uma comunidade, a escola cria, planeja e respira projetos de interesse da sua gente, da sua realidade. Em comunidade, cumpriria preceitos da Constituição, da Declaração Universal dos Direitos da Criança e do Estatuto da Criança e do Adolescente.  Naquele tempo, eram criados “grupos de t...

Aterro do Flamengo, 29 de novembro de 2043

Felizmente, já lá vai o tempo da incoerência comentado por Niemeyer. Um tempo em que muitos amigos e muitas amigas aplicavam a freriana “receita” – usavam de amor e de coragem. Outros havia que nem por isso… E eu chegava a duvidar da amorosidade de muitos dos educadores que dela se reclamavam. Quanto à coragem, estávamos falados. Enquanto os primeiros sofriam as agruras do chão de escola e pagavam com isolamento a ousadia de cumprir Freire, freirianos não-praticantes exibiam nos palcos de congressos uma amorosidade delicodoce e sepultavam a coragem em inúteis teses, que apodreciam nos arquivos das universidades. O meu amigo Paulo era exemplo de amorosa e corajosa desocultação da incoerência de órgãos de administração e de gestão e era, por isso, votado ao ostracismo: “A escola na qual fui estudante, a quem dei parte dos anos mais provectos da minha vida, para quem trabalhei, de forma graciosa, durante 10 anos e para quem, também, elaborei guiões, a troco de nada, decidiu, através de qu...