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São Braz de Alportel, 29 de dezembro de 2025

Assim falava um visitante da Ponte:

“Qual o segredo das escolas que fazem diferença, das escolas que conseguem avançar substancialmente na aprendizagem efetiva, no desenvolvimento humano pleno e na alegria crítica de seus alunos?

É certo que tudo está relacionado, que devemos considerar os vários aspetos da

 realidade escolar etc. Porém, não haveria alguns elementos essenciais, substanciais, nucleares, sobre os quais deveríamos colocar nossa atenção de forma muito especial?

O que é mais importante? Já que os recursos materiais e psíquicos são limitados, onde investir prioritariamente?

Muito sinteticamente, diríamos: pessoas e estruturas, estruturas e pessoas (repetimos os termos em ordem inversa para evitar escapismos dualistas). O “segredo” da Ponte está nas pessoas com uma nova sensibilidade, com um novo olhar sobre os alunos, capazes de construir novas estruturas escolares.

Simultaneamente, está nas estruturas, na capacidade de reinventar a organização dos espaços, tempos, saberes, recursos, criando novos dispositivos pedagógicos.

Estas estruturas, por seu turno, estão voltadas para as pessoas. É claro que são as pessoas que produzem as estruturas, mas, por outro lado, as pessoas também são produzidas (não mecanicamente) pelas estruturas. É um processo dialético, de aproximações sucessivas, em que não há gênese absoluta, um ponto a partir do qual todo e qualquer mudança deveria se iniciar.

Avaliação como prática de Aprendizagem, Avaliação e Projeto Educativo, um portão aberto: uma escola cidadã! – Artes: o despertar da sensibilidade, Educação Física: desenvolvimento de novas linguagens.

Progressão... continuada? Uma transição (de núcleo) a qualquer momento, Instrumentos de avaliação – a avaliação determina as práticas educativas,

Como é ser uma ilha diante do mundo, que é tão diferente? - o portfólio de avaliação: uma ponte entre diferentes universos, Perfil de aluno e critérios de avaliação.

Na Ponte, a avaliação não se destaca, não chama a atenção, muito embora esteja absolutamente presente. Nos principais dispositivos pedagógicos ali desenvolvidos ou aplicados, a avaliação está presente.

Por exemplo: a Assembleia da escola (toda sexta-feira, à tarde) tem sua origem na avaliação que os alunos fazem do seu cotidiano, expressa, por sua vez, nos dispositivos do Acho bem e do Acho mal (cartazes que ficam nos murais e os alunos vão registrando). Na Reunião de professores (quartas-feiras, à tarde), os professores avaliam com afinco o Projeto e buscam formas de melhorias. No Debate todos os dias os alunos, entre outras coisas, avaliam o dia de trabalho. Os portfólios também fazem parte da paisagem cotidiana dos ambientes de estudo; eles utilizam destas pastas A-Z, com sacos plásticos, onde ficam os planos quinzenais e as principais atividades que cada aluno desenvolve. A observação é uma prática constante de avaliação por parte dos professores, sobretudo em termos de valores e atitudes (sem estabelecer rutura com a avaliação de conhecimentos).

Como não existe observação neutra, ela é pautada na matriz axiológica da Ponte: solidariedade, responsabilidade e autonomia.

A autoavaliação é um dos pontos fortes da avaliação na Escola da Ponte, estando também presente em vários dispositivos: “Eu preciso de ajuda; Eu já sei e Posso Ajudar”. E merece destaque o Plano da Quinzena, que começa com uma exigente autoavaliação: O que aprendi nesta quinzena?”

O autor dessas linhas esqueceu-se de acrescentar que, na Ponte, não existe… sala de aula.

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Tendo sido a Ponte a primeira escola a conseguir transitar de práticas do paradigma da instrução para o paradigma da aprendizagem, vi-me na necessidade de “explicar o modo” de “transitar”. E acompanhei processos de Transformação Vivencial, na transição do Núcleo de Iniciação para o de Consolidação. No contexto de uma prática formativa isomórfica, agi com os professores do mesmo modo que eles iriam agir com os seus alunos. No início dos anos noventa, eu havia elaborado um “Perfil de Transição do Núcleo da Iniciação para a Consolidação”. Embora ele tivesse sofrido correções e atualizações, parti desse “Perfil” para o adequar a uma Nova Construção Social, nos idos de vinte e três.  Aqui vos deixo parte de um documento, que com extraordinários educadores analisei, um quarto de século após a sua redação. Perdoai a ingenuidade do texto e alguns equívocos nele contidos. Não vos esqueçais de que foi elaborado há mais de cinquenta anos. “Perfil de Transição do Núcleo da Iniciação para a Con...