Já não me recordo de quem terá escrito que, junto com Anísio Teixeira, Freire, Darcy e Lauro formavam o quarteto mais fecundo, fértil e injustiçado da história da educação em nosso país, mas sei que li algo assim. E não eram apenas estes os injustiçados. Temos registros de muitas e muitos outros... como a Nise. O Sartre dizia haver dois tipos de pessoas que diziam a verdade: as crianças e os loucos. E, nos idos de vinte, para obstar à sadia loucura, os loucos eram internados em hospícios, enquanto as crianças e os jovens eram guetizados, na mesma sorte dos velhos confinados em lares da terceira idade ou estupidificando-se, frente a um televisor. Naquele tempo, os verdadeiros loucos andavam à solta e os netos eram separados dos avós em tenra idade. A salutar criatividade da infância era cerceada pela louca velha escola. Mas a “busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida” , como nos dizia o sábio Einstein. E as pinturas dos consi...