No início deste século, a Ponte recebia milhares de visitantes. Oriundos de muitos países e continentes, a curiosidade os impelia a percorrer o mesmo itinerário do meu amigo Rubem Alves. O Rubem fora em busca da escola com que sempre sonhou, sem imaginar que pudesse existir. E a encontrou. Diz a sabedoria popular que “santos da porta não fazem milagres” e que “ninguém é profeta na sua terra”. Talvez por isso, raros eram aqueles professores que, sendo portugueses, visitassem… aquela portuguesa escola. Entre os raros visitantes lusos, alguns captaram e adotaram o “espírito da Ponte”. O meu amigo António foi um deles. Após a visita, esse excelente educador tomou a decisão ética de mudar a sua prática, para que todos os seus alunos pudessem aprender. E adentrou a via-sacra dos disruptivos. Numa escola sujeita a cartesianas segmentações, o amigo António era professor do “primeiro ciclo”. Com preocupação, via que, quando os seus alunos completavam esse ciclo e transitavam para o seguint...