Em meados do mês de abril de 2025, prescindi do aconchego do calor tropical e enfrentei um resto de Inverno europeu. Percorri o país de lés-a-lés naquele que foi o meu derradeiro périplo pátrio. Neste mesmo dia de há vinte anos, me encontrava numa Serra da Estrela coberta de neve. O amigo João e a Mãe Lurdes me equiparam para defrontar a intempérie, e uma Chris esperançosa me acolheu com a tradicional hospitalidade serrana. Fui ao encontro de educadores esperançosos. Ainda os havia, num Portugal que se preparava para ir a votos, numas legislativas fora de tempo. No breve tempo da viagem, li as propostas eleitorais dos partidos políticos. Transcrevo o que um desses partidos propunha na área da Educação, algo novo (os restantes quedavam-se pela mesmice habitual): “ Para realizar o potencial transformador da educação e construir através dela uma sociedade mais igualitária e promissora, o sistema educativo necessita ele próprio de ser transformado, preparando melhor as crianças e jovens pa...