Tendo sido a primeira a concretizar a transição do instrucionismo para uma prática em que o aluno virava sujeito de aprendizagem, a Ponte assegurou a construção de projetos de vida. A relação entre tutor e aprendiz permitia ir além do domínio cognitivo, sendo plenamente contemplada a multidimensionalidade do ser humano – a afetividade, a emocional, a social, a físico-motora, a estética, a ética, a espiritualidade. Na década de setenta do século passado, já se praticava a Educação Integral que, meio século mais tarde, viria a ser mais um sazonal objeto de especulação teoricista, contribuindo para a manutenção de anacrónicas práticas, de que vos dou alguns tristes exemplos. Numa escola considerada por teoricistas como “inovadora”, um diretor lidava com um protesto de pais contra uma “turma mista”, uma turma constituída por alunos do primeiro e do segundo ano – nesse tempo, as crianças eram repartidas por cartesianos segmentos a que davam o nome de “ano de escolaridade”, vá-se ...