“NINGUÉM LARGA A MÃO!” - esse era o grito feito de medo, que ecoava nos barracos improvisados onde funcionava o Curso de Ciências Sociais da USP, num tempo de ditadura. Durante a noite, quando as luzes das salas de aula eram repentinamente apagadas, os estudantes buscavam as mãos uns dos outros e se agarravam ao pilar mais próximo. Quando as luzes se acendiam, faziam uma chamada entre eles. Muitas vezes, acontecia de um colega não responder. Já não estava entre eles. Estava sozinho. “Todos irmãos!” – Era assim que Francisco nos convidava, através de um singelo apelo, a assumir esse grande princípio dos Direitos Humanos: “Será possível aceitar o desafio de sonhar e pensar uma Humanidade diferente " . Urgia dar forma concreta às palavras do Francisco, porque nos chegavam notícias de uma barbárie generalizada. Mas, a esperança de melhores dias se fortalecia, quando recebia mensagens de educadores, cujos generosos atos contribuíam para o advento de uma “Humanidade diferente”. Er...