E aqui vai a terceira carta. Ainda refere o primeiro dos obstáculos: o próprio professor. Se um professor decidisse reelaborar a sua cultura pessoal e profissional, não haveria mais obstáculos. Por isso, se dizia que a maioria dos professores eram dadores de aula - morriam aos vinte e só eram enterrados aos cinquenta ou sessenta. Eis o que dizia a terceira carta: “Flamengo, 9 de julho de 2025, “Cuida-se do que se trabalha e trabalha-se o que se cuida”, diria o Erich Fromm. E esse “cuidar” dos outros, ajudando-os a refazerem-se, pressupunha uma responsabilidade voluntária na defesa do respeito por valores e princípios, em “fluxos de cuidado”, agindo em submundos onde “algumas vidas valem menos que outras vidas”. Buscando um modo de um dador de aula se transformar num professor, elaborei um “decálogo”, que foi referência de vários roteiros de estudo, que me levaram à prática da pesquisa de teoria prudente, para resolver as minhas dificuldades de ensinagem. Por que se aprende? ...