E lá fui mais uma vez, até junto da Laura e das suas educadoras. Decorria o conclave, para eleição de novo Papa. E não tardou que conversássemos sobre educação… religiosa. O pai do Abel era agnóstico. E, naquele bairro, o seu filho era a única criança não batizada. Chegado o tempo de ir à escola, todo mundo ficou sabendo. Não tardou que o Abel acordasse, a meio da noite, chorando, vendo “o diabo” em pesadelos. Um amiguinho lhe dissera que, como ele não era batizado, quando morresse, iria para o inferno, onde estava o dito… diabo. Na escola da primeira infância, o Abel viu respeitado o seu peculiar estatuto. Era uma escola que acolhia a diversidade (também) religiosa, confessional. Um pai pediu transferência do seu filho para essa escola, alegando que, numa outra, a criança sofrera humilhação por ser uma “criança adventista ” . Perguntei-lhe se conhecia crianças “católicas”, “socialistas” ou “flamenguistas” . E se não haveria apenas crianças… sem rótulos. Conversamos, de pai p...